Economia em Desenvolvimento
A Bahia experimentou nos últimos anos
um grande salto de desenvolvimento: passou de
exportador de matérias-primas agrícolas
e industriais para o centro-sul do exterior,
a uma economia, que atualmente apresenta um
perfil muito mais rico e diversificado, inclusive
com o surgimento de novos ramos industriais,
como automobilístico, calçados,
informática, fabricação
de pneus e área de papel e celulose.
De acordo com os últimos dados da SEI,
a estimativa preliminar de desempenho da economia
baiana para 2007, pelo 5º ano consecutivo,
desde que a nova série de contas regionais
entrou em vigor, a economia baiana deverá
apresentar uma expansão real de 4,5%
no Produto Interno Bruto. O resultado é
reflexo dos bons resultados verificados em setores
que tradicionalmente empregam grandes volumes
de trabalhadores, entre os quais estão
a construção civil e o comércio
que devem se expandir 6% e 9% respectivamente.
O estado acumulou uma expansão de 21,6%
nos últimos quatro anos, enquanto o Brasil,
nesse mesmo período, acumulou expansão
de 14,4%. Enquanto a taxa média registrada
para a economia brasileira ficou próxima
dos 3,4% ao ano, no caso da Bahia houve uma
expansão média do produto interno
da ordem de 5,0% ao ano.
Um fato bastante positivo está associado
ao volume de empregos gerados fora do eixo metropolitano.
Nos últimos anos o governo da Bahia tem
procurado, por meio de suas políticas
públicas, aumentar a dinamização
da atividade econômica entre as áreas
mais espaçadas da RMS. Aproximadamente
60% dos empregos formais criados em 2007 foram
realizados no interior do estado.
A análise setorial revela que todos os
segmentos produtivos devem apresentar expansão
no nível da atividade em 2007. Além
da construção civil e do comércio
já citados, devem ser destacados também
os resultados previstos para a agricultura,
com expansão de aproximadamente 6,1%
e o setor de produção e consumo
de energia elétrica que deverá
apresentar esse mesmo nível de evolução.
Apesar do melhor desempenho da agropecuária,
repousa no setor de serviços o principal
motivo para a expansão do PIB baiano
em 2007. O Comércio baiano, pelo 4º
ano consecutivo, deverá apresentar expansão
favorável no indicador de vendas. A estimativa
inicialmente realizada pela equipe de Contas
Regionais da SEI indica uma taxa de crescimento
de aproximadamente 9% em 2007. Esse resultado
é especialmente importante ao se levar
em conta que em 2006 o comércio baiano
já havia se expandido aproximadamente
8%.
Confirmando as estimativas realizadas pela SEI,
as informações da Pesquisa Mensal
do Comércio (PMC) realizada pelo IBGE
para medir o desempenho do segmento varejista
mostram que no acumulado do período janeiro-setembro
já houve um incremento de 10% nas vendas.
Tal desempenho superou o acumulado no mesmo
período de 2006, quando o indicador atingiu
9,1%. Em decorrência das taxas de crescimento
observadas mensalmente, o varejo baiano, nos
últimos 12 meses, expandiu-se em 10,4%.
O aumento no número de empregos formais
contribuiu para a realidade observada. Segundo
o Cadastro Geral de Empregados e Desempregado
(CAGED), até o mês de outubro foram
criados mais de 62 mil empregos com carteira
assinada no estado, o que representa um crescimento
superior ao dobro do número de postos
de trabalho criados no ano de 2006, nesse mesmo
período.
Em relação ao comércio
exterior, em nenhum ano se exportou tanto na
Bahia como em 2007: as vendas externas alcançaram
US$ 7,4 bilhões, superior 9,4% ao ano
de 2006. Esse recorde foi bastante influenciado
pelos preços em alta de commodities,
sobretudo as do setor agrícola, que se
valorizaram fortemente na “disputa”
entre alimentos e energia por grãos,
além do aumento da demanda gerado pelo
crescimento da China.
As importações embaladas pela
desvalorização contínua
do dólar em relação ao
real e pelo crescimento doméstico, cresceram
21,4% atingindo US$ 5,4 bilhões. A expansão
das importações foi sustentada
pela maior encomenda ao exterior de máquinas,
matérias-primas, bens intermediários
e bens de consumo. Entre os fornecedores, o
fato relevante foi a alta de 44,3% das encomendas
feitas à Ásia. Somente em relação
à China, as compras baianas aumentaram
57%.
A corrente de comércio exterior do Estado
(exportações+ importações)
em 2007 atingiu US$ 12,8 bilhões, superior
14,1% a 2006, contribuindo fortemente para a
expansão da economia estadual e criando
impactos positivos sobre a geração
de emprego e renda. Com os resultados apurados,
o comércio exterior já representa
algo em torno de 25% do PIB estadual.
O setor com melhor desempenho no ano foi o
de pneumáticos com crescimento de 225%.
Fruto dos recentes investimentos industriais
que tem contribuído para a diversificação
da pauta de exportação, o estado
hoje tem a liderança na fabricação
de pneus em todo o Brasil. As fábricas
baianas da Continental, da Bridgestone e da
Pirelli respondem juntas por 55% da produção
nacional.
A liderança das exportações,
contudo, permanece com o setor químico/petroquímico
com 21,3% de participação nas
exportações totais da Bahia, com
vendas de US$ 1,58 bilhão e crescimento
de 17%.
Outro setor com bom desempenho foi o de papel
e celulose, que registrou vendas de US$ 897,4
milhões e crescimento de 25,4%, fruto
do aumento da demanda e melhora nos preços
internacionais.
Já para as commodities agropecuárias,
o cenário foi altamente positivo em 2007.
Boa parte dos recordes conquistados pelo comércio
exterior baiano se deve ao desempenho do agronegócio.
Depois de um ano especialmente difícil
de 2006, a agricultura baiana e brasileira iniciou
um ciclo de recuperação no ano
passado. A área colhida no estado avançou
5,8% e as exportações somaram
US$ 2,14 bilhões, 23,7% acima de igual
período do ano passado.
Fonte: SEI/ IBGE/
PROMO