O parque calçadista brasileiro hoje contempla mais de 8,4 mil indústrias, que produzem aproximadamente 725 milhões de pares/ano, sendo que 189 milhões são destinados à exportação, detendo o terceiro lugar no ranking dos maiores produtores mundiais. O setor é um dos que mais geram emprego no país.

A grande variedade de fornecedores de matéria prima, máquinas e componentes, aliada à tecnologia de produtos e inovações, faz do setor calçadista brasileiro um dos mais importantes do mundo. São mais de 1.500 indústrias de componentes instaladas no Brasil, mais de 400 empresas especializadas no curtimento e acabamento do couro, processando anualmente mais de 30 milhões de peles e cerca de uma centena de fábricas de máquinas e equipamentos.

Os Estados Unidos são os principais compradores do calçado brasileiro, detendo 50% do total exportado. Para ampliar o percentual de vendas em outros países, principalmente da América Latina e Oriente Médio, o setor vem desenvolvendo um projeto para que mais empresas passem a fazer parte da balança comercial, principalmente as de pequeno e médio porte.

Na Bahia a cadeia de calçados é formada por empresas de pequeno, médio e grande porte que desenvolvem as suas atividades nas regiões Metropolitana, Planalto, Sudoeste, Chapada Norte, Grande Recôncavo, Nordeste, Planalto Central e Extremo Sul.

Uma particularidade do setor calçadista baiano é a capacidade de deflagrar um forte processo de expansão industrial local, por força da atração de segmentos e atividades produtivas complementares à cadeia de calçados, a exemplo da produção de artefatos, componentes e acessórios de couro, indispensáveis à confecção do produto final.

As fábricas de sapatos masculinos, femininos e infantis, esportivos, tênis, sandálias e botas industriais concentram 54% das previsões de investimentos para a cadeia de calçados. Já a produção de componentes (palmilhas, cadarços, tecidos, etiquetas, couro sintético e compostos para saltos e solados) participa com 34% dos recursos anunciados. Os artefatos e acessórios de couros (malas, maletas, bolsas, artigos de viagem e carteiras) são responsáveis por 12% das intenções dos empreendedores da cadeia calçadista.

Com produção bem diversificada, confeccionando tênis, calçados femininos, masculinos e infantis, chuteiras e componentes, o pólo calçadista baiano totaliza 69 empresas em operação, distribuídas em 31 municípios, sendo 46 de calçados e 23 de componentes com 39.403 empregos diretos.

Relação das empresas do setor calçadista/coureiro-2006

Estágio

Produto
Investimento privado (R$ mil)
Mão-de-obra prevista em protocolo
Quantidade
Operação Calçados
327.585
36.608
46
Componentes
197.997
2.795
23
Total
525.582
39.403
69
Implantação Calçados
30.000
1.100
1
Componentes
11.400
667
2
Total
41.400
1.767
3
Protocolo Calçados
73.170
5.533
8
Componentes
21.750
821
10
Total
94.920
6.354
18
Total geral
661.902
47.524
90

Fonte: SUDIC/SICM

Em 2006 foram implantadas 14 empresas no estado, em 11 municípios diferentes, representando investimentos de cerca de R$ 65 milhões e geração de 2.115 empregos diretos. Estão sendo instaladas três novas unidades de calçados e componentes, além de 18 protocolos de intenções já assinados. A previsão é abrir mais 47 mil novos postos de trabalho após a implantação de todos os projetos.

A Azaléia, líder nacional do segmento, possui um complexo industrial instalado no sudoeste baiano, funcionando com uma estrutura descentralizada formada por 11 municípios da região e ofertando mais de oito mil empregos diretos. Em 2005 foram expandidas 13 de suas 17 unidades.

A Calçados Castro Alves, instalada no município de Castro Alves, está implantando uma nova unidade produtiva na cidade de Santa Luz com investimento de R$ 7,5 milhões e previsão de 150 empregos diretos, dos quais 107 já abertos na fase pré-operacional da empresa.

A Bahia dispõe de inegável potencial de crescimento no mercado regional do Norte/Nordeste, principalmente de produtos populares, além de estar mais próxima dos mercados tradicionais do Centro/Sul do que os outros pólos do Nordeste.

O Estado também oferece boa logística e infraestrutura para escoamento da produção, dispondo de dois aeroportos e dois portos internacionais eqüidistantes, malha rodoviária satisfatória e boas perspectivas de ligação multimodal, além da existência, no Pólo Petroquímico, de produtoras dos principais insumos utilizados pelo segmento.

Principais indústrias

Empresa

Localização

Investimento (R$ mil)

Atividade
Azaléia
Itapetinga
160.000
Tênis e calçados femininos
Belpasso
São Francisco do Conde
6.600
Tênis: masculino, feminino e infantil.
Bibi
Cruz das Almas
10.000
Calçados
Castro Alves
Castro Alves
7.500
Calçados
Paquetá
Ipirá
20.000
Tênis
Ditor
Amélia Rodrigues
2.000
Calçadista
Pegada
Ruy Barbosa
3.000
Calçados/ Componentes
Dilly Nordeste
Itaberaba
7.500
Calçadista
Dilly Nordeste
Vitória da Conquista
15.000
Componentes para Calçados
Dal Ponte Santo Antônio de Jesus
8.500
Chuteiras
Free Way Jacobina
15.000
Calçados Casuais e Acabamento de peles
Umbro Vitória da Conquista
5.000
Chuteira e Vestuário Esportivo
Kildare Itabuna
7.560
Calçados em couro

Fonte: SUDIC

Fonte: Seplan/SICM/Sudic

 

 

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