Cada vez mais, grandes empresas apostam na criação de call
centers para intensificar a comunicação e o atendimento a
seus clientes, resultando num dos segmentos que mais emprega no país.
O faturamento das maiores empresas (cerca de 200 com mais de 10 Posições
de Atendimento - PAs) atingiu cerca de R$ 3 bilhões em 2004. A expectativa é de
que o setor feche 2005 empregando 615 mil brasileiros e apresente crescimento
de 4,5%. O segmento Call Center é considerado pela Associação
Brasileira de Telemarketing (ABT) um dos maiores geradores do primeiro
emprego, estima-se que 45% da faixa etária da mão de obra
esteja entre 18 e 25 anos, entretanto, não há estatística
por estado.
Há 12 anos não havia no Brasil o Serviço de Atendimento
ao Cliente (SAC), além da escassez de linhas telefônicas.
Hoje, no entanto, com a explosão da telefonia as empresas passaram
a se preocupar em vender e atender bem o cliente, elevando o setor
a taxas de crescimento de 10% a 15% ao ano. Destacando-se as empresas
de telecomunicações,
bancos, administradoras de cartões de créditos, financeiras
e seguradoras.
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De acordo com a ABT, negócios gerados a partir de atendimentos via
call center movimentam R$ 60 bilhões por ano no Brasil, o que representa
6% do PIB. Além disso, há empresas que se reestruturaram no
mercado, utilizando este serviço; muitas delas inclusive dobraram
o faturamento a partir de investimentos em call center. A causa desse crescimento
se deve ao fato da redução de custos pelas empresas, aumento
da terceirização de serviços, e a boa qualidade e preparo
do Brasil no setor de telecomunicações, que certamente favorecem
a um boom do Call Center Off-shore no Brasil a partir de 2006, com planos
de expansão para a Bahia ainda em 2005, devido à demanda de
serviços pela grande rede hoteleira existente no estado.
A ABT afirma que há no call center internacional (off-shore) brasileiro, entre
500 a 700 funcionários bilíngües (português/inglês)
atendendo empresas estrangeiras. A previsão é de que esse número
chegue aos cinco mil postos preenchidos até o final de 2005.
Segundo matéria divulgada pela Câmara Amerciana (Amcham), o MIID (Marketing Integrado Interativo Direto), unidade do Instituto de Telemarketing, investe na detecção de oportunidades de negócios para o Brasil no mercado externo e prevê uma demanda de 30 mil empresas estrangeiras, a maior parte das quais da América do Norte. O objetivo é trazer empresários americanos para o Brasil, onde há demanda de 300 mil PAs (Posições de Atendimento) no exterior.
Ainda conforme a Amcham, há um projeto da Associação Brasileira das Relações Empresa Cliente (Abrarec) para promover o Brasil como pólo exportador de tecnologia, inclusive a área de call center, está em discussão com a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex). A finalidade é mostrar o potencial do mercado de call center e gerar oportunidades para o País, exportando não só serviços, mas tecnologia, consultoria e movimentar toda uma cadeia de valor. A implantação deste projeto está prevista para o segundo semestre de 2005.
De acordo com a APEX, o Brasil tem muitas vantagens competitivas, como menor preço e relativamente pouca diferença de fuso horário em relação aos EUA e Europa. Além disso, a cultura empresarial brasileira está alinhada à dinâmica dos países desenvolvidos.
O mercado brasileiro de call center offshore foi iniciado em 2003, não havendo ainda estatísticas sobre a sua participação no mercado nacional. Segundo a Associação Brasileira de Telemarketing (ABT), estima-se que em 2004 havia 500 PAs voltadas para o atendimento do mercado externo.
"Hoje, o setor emprega 555 mil profissionais no País, e a projeção
de crescimento para este ano é de 10%"
A expectativa para 2005 é dobrar esse número, o Brasil tem
um amplo espaço para crescer no mercado doméstico.
Hoje, o setor emprega 555 mil profissionais no País, e a projeção
de crescimento para este ano é de 10%.
O Brasil dispõe de facilidades competitivas que estimulam o desenvolvimento
do segmento offshore para os próximos anos. Por exemplo: nos EUA, país
que mais terceiriza serviços no exterior, o valor da hora de atendimento é de
US$ 25; no Brasil, é de US$ 12. A área tecnológica do País é avançada,
e está no mesmo patamar da de líderes de mercado, como Índia
e Filipinas. E, embora o inglês não seja a língua corrente,
no país, é crescente o número de pessoas que dominam o idioma,
com potencial aumento da mão-de-obra qualificada.
Quadro
resumo das empresas de Call Center - Brasil
Ranking
das Empresas - Bahia
"Segundo a Anatel, 11% dos provedores de Internet no Brasil estão localizados
na região Nordeste"
Além de incentivos diferenciados oferecidos pelo Estado para Salvador
e Região metropolitana, estes são alguns dos principais fatores
que propiciam o desenvolvimento do setor de Call Center na Bahia:
- O Estado ampliou sua infra-estrutura no setor de telecomunicações,
possibilitando maior número de assinantes tanto na telefonia fixa como
na celular, expandindo a comunicação entre a empresa e o cliente;
- Aumento de usuários de Internet com o fornecimento de serviços
de acesso a Web (provedores), seja acesso direto ou dedicado. Segundo a Anatel,
11% dos provedores de Internet no Brasil estão localizados na região
Nordeste;
- Desenvolvimento da qualificação profissional disponibilizada
pela ampliação dos cursos de ensino superior no Estado da Bahia,
sobretudo aqueles da área de negócios;
- Desenvolvimento do setor de serviços no Estado (serviços de comunicação
e entretenimento, serviços de saúde, serviços de alimentação)
com ampla participação da capital baiana para a dinâmica
do segmento. O número crescente de empresas no setor de serviços
favorece ao surgimento de canais de acesso entre consumidor e empresa.
A necessidade de conhecer melhor o cliente e gerenciar o relacionamento cliente-empresa
possibilita um amplo cenário de oportunidades para a instalação
de call centers no Estado;
- A exportação dos serviços para outros Estados, regiões
ou cidades necessita de empresas que disponibilizem vias de acesso para o consumidor,
gerando demanda potencial para o uso dos serviços de call center;
- O crescimento do peso dos serviços do produto na região metropolitana
de Salvador se concentra em quatro segmentos: hotelaria/serviços de alimentação;
transporte, armazenagem e comunicações; serviços financeiros
e serviços empresariais.
Dentre as empresas de call center em operação na Bahia estão
a Telematic, Compuvox, Visanet, Call Service, Promov Telemarketing, Atento Brasil
S/A e Contax.
A Telematic, sediada em Lauro de Freitas, desenvolve serviços para o atendimento
de clientes da Computer Associates do Brasil (CA) na Bahia e a Compuvox em Salvador.
A Visanet que antes concentrava seus PAs no Sul do país, agora conta com
uma central de atendimento em Salvador.
A Promov Telemarketing é fornecedora de telemarketing receptivo e ativo
(campanha de vendas, SAC, cobrança, pesquisa, atendimento eletrônico,
help desk e agendamento).
A Atento do Brasil, empresa do grupo Telefônica, que opera na Bahia há cinco
anos, tem hoje grandes clientes, a exemplo da operadora Vivo e da Coelba. Com
o faturamento 20% acima do previsto e devido ao aumento da demanda do serviço,
decidiu dobrar o investimento para R$ 20 milhões ainda este ano.
A Contax, empresa de call center de penetração nacional e de grande
porte, com unidade na Bahia, é uma empresa de capital 100% nacional e
hoje opera com 23 clientes.