A Bahia ocupa o terceiro lugar
no setor mineral brasileiro, abrigando aproximadamente
320 empresas, que atuam em mais de 100 municípios,
extraem cerca de 35 substâncias minerais
e oferecem 19 mil empregos diretos.
O estado é o primeiro produtor de cobre
(74 mil t/ano), cromita (407,5 t/ano), magnesita
(332.4 t/ano) e urânio (270 t/ano) e é
o terceiro em ouro (2,7 t/ano). No tocante às
rochas ornamentais, são mais de 120 mil
m3/ano.
Tem também posição de
destaque na extração de petróleo,
mármores e granitos, barita, manganês,
talco e sal-gema. Recentemente, foram descobertas
concentrações significativas de
minérios de zinco, níquel, ouro,
fosfato, titânio, vanádio, nefelina-sienito,
calcário calcítico, argilas cerâmicas,
areia silicosa de alta pureza e um campo de
gás natural. Brevemente, com a entrada
em produção de vários projetos
em implantação, serão ampliados
os valores relativos ao níquel, ferro,
titânio, vanádio e gás natural.
Conforme dados publicados pela Superintendência
de Estudos Sociais e Econômicos da Bahia
(SEI/BA), o setor mineiro baiano exportou US$
3,1 bilhões no primeiro semestre de 2006,
com crescimento de 31% em relação
ao mesmo período de 2005. Em média,
a área de petróleo e derivados
responde por cerca de 75% do montante e o metalúrgico
por aproximadamente 25%.
A Bahia se destaca ainda na produção
gemológica do País, com a presença
de mais de 30 variedades, a exemplo da esmeralda,
água-marinha, ametista, coríndon,
sodalita, dumortieirita, diamante, citrino,
crisoberilo e cristal-de-rocha.
O quadro seguinte mostra a produção
bruta dos principais minerais (2005):

Estrutura institucional
A Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM),
vinculada à Secretaria da Indústria,
Comércio e Mineração (SICM)
realiza, entre outras atividades, projetos de
cartografia geológica e pesquisa mineral
para identificar áreas promissoras para
a lavra. Essas informações são
disponibilizadas para o empresariado interessado
em investir no setor, através de licitação
pública, e, uma vez em produção,
a CBPM recebe “royalties” pela descoberta.
A documentação temática
é relativamente atualizada e está
à disposição dos investidores
tanto na SICM quanto na CBPM: Mapa Geológico
em CD-ROM (2003); Mapa Gemológico impresso
e em CD-ROM (2000); publicações
sobre marmorarias, cerâmicas e rochas
ornamentais; e dados de economia mineral.
O Museu Geológico da Bahia, situado
em Salvador (Av. Sete de Setembro – Corredor
da Vitória) dispõe de coleções
de minerais e rochas e salas de exposições
temáticas, ficando aberto diariamente
(exceto às segundas-feiras) à
visitação pública.
Outro órgão integrante da estrutura
institucional da mineração baiana
é o Centro Gemológico da Bahia
(Ladeira do Carmo, 37 - Pelourinho) atende gratuitamente
para determinação e avaliação
de gemas (pedras preciosas e semi-preciosas).
O Brasil na produção
de minérios
O Brasil está entre os maiores produtores
mundiais de minérios, com cerca de 70
substâncias. É o primeiro na extração
de nióbio, o terceiro em caulim e o quinto
em bauxita (de onde se obtém o alumínio)
e se destaca também no ferro. Possui
grande participação no fornecimento
de cobre, ouro, níquel, diamante, zinco,
manganês, estanho, fosfato e potássio,
entre outros, além de minerais energéticos
como petróleo, gás natural e urânio.
A indústria extrativa mineral brasileira,
incluindo petróleo e gás natural,
atingiu em 2004 cerca de US$ 28 bilhões,
correspondente a 4,2% do PIB. Entretanto, a
real contribuição do setor mineral
à economia nacional pode ser melhor avaliada
por seu efeito multiplicador, obtido pela agregação
de valor às matérias-primas minerais
nos processos industriais. Assim, a indústria
de transformação mineral alcançou
US$ 69,9 bilhões, ou seja, 10,5% do PIB.
Em 2004 a mineração, excluindo
os energéticos, obteve um significativo
superávit de US$ 40,47 bilhões
na balança comercial, representando uma
expansão de 33,4% em relação
a 2003. Os principais destinos foram China,
Alemanha, Japão, França, EUA,
Itália e Coréia do Sul, segundo
dados do Informe Mineral.
Os cinco maiores produtores mundiais de ferro
(China, Brasil, Austrália, Índia
e Rússia) concentram 74,5% da produção
mundial, que atingiu 1,3 bilhão de toneladas
em 2004, resultando um crescimento de 7,8% em
relação ao ano anterior. Já
a quantidade de bauxita foi de 19,8 milhões
de toneladas, 13% superior a 2003.
Gemas e metais preciosos
O segmento de gemas e metais preciosos é
constituído basicamente por pequenas
e médias empresas, possuindo 1.970 estabelecimentos
espalhados por todo território brasileiro.
Considerando toda a cadeia, do garimpo, passando
pela mineração, até a industrialização,
a área setor teve um faturamento estimado
de US$ 1,97 milhões, segundo o Instituto
brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM)
e gera cerca de 350 mil empregos diretos. As
exportações foram de US$ 742 milhões,
gerando um saldo comercial de US$ 566 milhões.
O diagrama seguinte ilustra a relação
mineração-economia no Brasil.