Fonte: Cofic
O Pólo é também
o maior complexo petroquímico
da América Latina. Reúne
60 empresas químicas e petroquímicas
e outras 28 pertencentes a outros segmentos
industriais. São produzidos mais
de 150 produtos diferentes, entre os
quais se destacam: resinas, fibras,
fertilizantes e químicos.
Conta ainda com uma Central de Efluentes
Líquidos (Cetrel), uma das melhores
empresas da América Latina em
soluções ambientais e
referência em inovação
e promoção do desenvolvimento
sustentável, garantindo um tratamento
adequado dos rejeitos industriais. A
Cetrel tem sido, ao longo dos anos,
um fator diferencial para as indústrias
da Região Metropolitana de Salvador
(RMS).
Atualmente, o projeto mais importante
no setor é a implantação
da empresa Oleoquímica, do grupo
Oxiteno, cerca de R$ 400 milhões
para produzir álcoois graxos,
ácidos e glicerina, a partir
do processamento de óleos vegetais,
com previsão de criar 90 empregos
diretos. Também estão
em implantação sete outros
projetos no segmento petroquímico,
em cinco municípios, com investimentos
totais de R$ 190 milhões e geração
de 458 empregos diretos e mais a ampliação
da Oxiteno Nordeste S/A para produzir
oxido de eteno, etilenoglicóis,
etanolaminas, éteres butílicos
e etoxilados. O segmento conta com investimentos
da ordem de R$ 589,9 milhões.
A Refinaria Landulfo Alves (RLAM) é
hoje uma das mais modernas, eficientes
e produtivas, ocupando o segundo lugar
no ranking do Sistema Petrobrás.
A capacidade de processamento da RLAM
permite o refino de até 307 mil
barris de petróleo e LGN por
dia, produzindo 43 derivados destinados
principalmente às regiões
Norte e Nordeste do país. Alguns
desses derivados são matérias-primas
para as indústrias de lubrificantes,
parafinas, solventes, tintas, entre
outras.
Cadeia Petroquímica*
A cadeia petroquímica costuma
ser divida em três gerações.
A primeira é constituída
pelas refinarias de petróleo
e gás e pelas centrais de matérias
primas produtoras de insumos, as mais
utilizados são eteno e propeno.
A partir destes gases as empresas de
segunda geração produzem
os polímeros e copolímeros,
incluindo as resinas termoplásticas,
que servirão de matéria
prima à indústria de transformação
plástica, inserida na terceira
geração petroquímica.
O eteno é o insumo básico
de muitos produtos, incluindo os polietilenos.
As matérias primas na origem
da cadeia são a nafta petroquímica
e seu sucedâneo, o gasóleo,
que geram uma gama ampla de derivados
petroquímicos. O etano, contido
no gás natural, é a fonte
de matéria prima mais econômica,
principalmente quando se encontra associado
à exploração de
petróleo. No entanto, o gás
natural produz apenas poucos derivados
petroquímicos, sendo o eteno
aquele de maior relevância, além
da amônia (fertilizantes) e o
do metanol (combustível e uso
químico). Cerca de 60% da nafta
consumida pela indústria petroquímica
no país são produzidos
nas refinarias da Petrobrás e
os 40% restantes são importados.
Metade do volume de importação
é fornecida pela estatal, provavelmente
devido à sua facilidade nas compras
externas e na obtenção
de menor custo de transporte.
*Fonte: Abiquim/Promo/Fieb
EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
O Brasil exportou mais de US$ 8,9 bilhões
em produtos químicos em 2006,
num crescimento de 20,8% em relação
a 2005. As importações
brasileiras somaram US$ 17,3 bilhões
em 2006, com aumento de 13,3% na comparação
com o ano anterior. Apesar do maior
crescimento das exportações,
o déficit na balança comercial
brasileira de produtos químicos
foi superior a US$ 8,4 bilhões,
6,4% mais do que o registrado em 2005.
Os principais destinos das exportações
brasileiras de produtos químicos
em 2006 foram países do Mercosul
(Argentina, Paraguai e Uruguai), que
responderam por 25% do total exportado,
a América do Norte (Canadá,
Estados Unidos e México), com
20%, e a União Européia,
com 17%.
Em volume, foram exportadas pelo País
mais de 9,5 milhões de toneladas
em produtos químicos. Essa movimentação
representa aumento de 14,2% na comparação
com 2005. O volume de importações,
com crescimento de 8,9%, foi superior
a 21,4 milhões de toneladas.
A indústria química brasileira
em 2005, considerando todos os segmentos
que a compõem, obteve resultado
satisfatório com um faturamento
líquido de US$ 69,5 bilhões,
de acordo com a Abiquim. A fabricação
de produtos químicos de uso obteve
um faturamento de US$ 39,1 bilhões.

Fonte: Abiquim