"O setor químico-petroquímico baiano alcançou vendas de US$ 1,15 bilhão em 2005, com incremento de 21,8% sobre as receitas. O volume de vendas foi acrescido de 6%, devido à valorização do real. O resultado positivo nas receitas deve-se à variação positiva de 15% na média dos preços. É o setor industrial mais importante para a Bahia: representa 52% da produção industrial do Estado, sendo responsável pela geração de 25 mil empregos diretos. 35% da pauta de exportações baianas vêm do segmento químico e petroquímico. "

Em 2006 o setor permaneceu na liderança das exportações baianas, com vendas de US$ 1,35 bilhão e crescimento de 17,2%. O crescimento é resultado da fraca demanda interna, que favoreceu os maiores embarques – o setor é um dos que também registram aumento do volume físico embarcado, de 3,4% –, sobretudo no início do ano, e da alta histórica do petróleo em meados de 2006. Essas mesmas causas também atingiram as resinas termoplásticas, que em função da posição do mercado francamente comprador, principalmente da Europa e China, tiveram grande valorização no ano passado.

O setor de derivados de petróleo registrou vendas de US$ 1,4 bilhão em 2005 e de US$ 1,1 em 2006. O crescimento dos embarques desses produtos está diretamente ligado ao aumento das cotações externas e ao crescimento da produção doméstica.

O Pólo de Camaçari é o maior parque industrial de transformação da Bahia. Os investimentos previstos para o período 2007-2011 correspondem 12,1% do total das inversões estimadas para o estado. É bom lembrar que a indústria química representa 59,5% do Valor Agregado Bruto baiano (VAB).

O processo de diversificação da estrutura produtiva pode ser observado em Camaçari, nos anos recentes, com a implantação de novos empreendimentos, a exemplo do complexo Ford, da Monsanto e de grandes fábricas de pneus como a Continental e a Bridgestone-Firestone. Inicialmente no segmento químico- petroquímico, hoje diversificado, o Pólo possui mais de sessenta empresas que atuam também nos ramos automotivo, metalurgia do cobre, celulose, têxtil, bebidas e serviços.

Indústria química/petroquímica na Bahia

 
Número de empresas

64

Investimento total

U$ 11 bilhões

Capacidade instalada

11,5 milhões toneladas

Empregos gerados 13 mil diretos,17 mil indiretos

Faturamento anual

U$ 14 bilhões

Exportações totais

U$ 2 bilhões

Impostos gerados

R$ 700 milhões (BA),R$ 215 milhões(Camaçari)

Participação no PIB Bahia

30%

Fonte: Cofic

O Pólo é também o maior complexo petroquímico da América Latina. Reúne 60 empresas químicas e petroquímicas e outras 28 pertencentes a outros segmentos industriais. São produzidos mais de 150 produtos diferentes, entre os quais se destacam: resinas, fibras, fertilizantes e químicos.

Conta ainda com uma Central de Efluentes Líquidos (Cetrel), uma das melhores empresas da América Latina em soluções ambientais e referência em inovação e promoção do desenvolvimento sustentável, garantindo um tratamento adequado dos rejeitos industriais. A Cetrel tem sido, ao longo dos anos, um fator diferencial para as indústrias da Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Atualmente, o projeto mais importante no setor é a implantação da empresa Oleoquímica, do grupo Oxiteno, cerca de R$ 400 milhões para produzir álcoois graxos, ácidos e glicerina, a partir do processamento de óleos vegetais, com previsão de criar 90 empregos diretos. Também estão em implantação sete outros projetos no segmento petroquímico, em cinco municípios, com investimentos totais de R$ 190 milhões e geração de 458 empregos diretos e mais a ampliação da Oxiteno Nordeste S/A para produzir oxido de eteno, etilenoglicóis, etanolaminas, éteres butílicos e etoxilados. O segmento conta com investimentos da ordem de R$ 589,9 milhões.

A Refinaria Landulfo Alves (RLAM) é hoje uma das mais modernas, eficientes e produtivas, ocupando o segundo lugar no ranking do Sistema Petrobrás. A capacidade de processamento da RLAM permite o refino de até 307 mil barris de petróleo e LGN por dia, produzindo 43 derivados destinados principalmente às regiões Norte e Nordeste do país. Alguns desses derivados são matérias-primas para as indústrias de lubrificantes, parafinas, solventes, tintas, entre outras.

Cadeia Petroquímica*

A cadeia petroquímica costuma ser divida em três gerações. A primeira é constituída pelas refinarias de petróleo e gás e pelas centrais de matérias primas produtoras de insumos, as mais utilizados são eteno e propeno. A partir destes gases as empresas de segunda geração produzem os polímeros e copolímeros, incluindo as resinas termoplásticas, que servirão de matéria prima à indústria de transformação plástica, inserida na terceira geração petroquímica. O eteno é o insumo básico de muitos produtos, incluindo os polietilenos.

As matérias primas na origem da cadeia são a nafta petroquímica e seu sucedâneo, o gasóleo, que geram uma gama ampla de derivados petroquímicos. O etano, contido no gás natural, é a fonte de matéria prima mais econômica, principalmente quando se encontra associado à exploração de petróleo. No entanto, o gás natural produz apenas poucos derivados petroquímicos, sendo o eteno aquele de maior relevância, além da amônia (fertilizantes) e o do metanol (combustível e uso químico). Cerca de 60% da nafta consumida pela indústria petroquímica no país são produzidos nas refinarias da Petrobrás e os 40% restantes são importados. Metade do volume de importação é fornecida pela estatal, provavelmente devido à sua facilidade nas compras externas e na obtenção de menor custo de transporte.

*Fonte: Abiquim/Promo/Fieb

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

O Brasil exportou mais de US$ 8,9 bilhões em produtos químicos em 2006, num crescimento de 20,8% em relação a 2005. As importações brasileiras somaram US$ 17,3 bilhões em 2006, com aumento de 13,3% na comparação com o ano anterior. Apesar do maior crescimento das exportações, o déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos foi superior a US$ 8,4 bilhões, 6,4% mais do que o registrado em 2005.

Os principais destinos das exportações brasileiras de produtos químicos em 2006 foram países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai), que responderam por 25% do total exportado, a América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), com 20%, e a União Européia, com 17%.

Em volume, foram exportadas pelo País mais de 9,5 milhões de toneladas em produtos químicos. Essa movimentação representa aumento de 14,2% na comparação com 2005. O volume de importações, com crescimento de 8,9%, foi superior a 21,4 milhões de toneladas.

A indústria química brasileira em 2005, considerando todos os segmentos que a compõem, obteve resultado satisfatório com um faturamento líquido de US$ 69,5 bilhões, de acordo com a Abiquim. A fabricação de produtos químicos de uso obteve um faturamento de US$ 39,1 bilhões.

Fonte: Abiquim

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

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